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Afirmam alguns que a poesia não serve para nada. Poderia ser verdade, mas não é. Poesia não serve para nada... a não ser para a essência do ser, para o essencial da vida. O poeta tem o olhar que reflete, não o que mede. O olhar que mede é preconceituoso – o poeta é aquele que a rigor não tem preconceito algum. Outra coisa: o artista não tem que ter pressa, não tem que ter carência e ânsia de ser reconhecido. Literatura? Arte e cultura? Só se não der para escapar. Se for só para pensar em conquistar fama, sucesso e dinheiro (ou, como se diz brincando, vinho, mulheres e música), não vale o sacrifício. Porque é esforço, sacrifício e dedicação o tempo todo. Parece uma vida só de beleza e felicidade. Mas não é. E, ao mesmo tempo, é.
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*OLGA SAVARY é escritora (poeta, ficcionista, crítica, ensaísta), tradutora e jornalista. Integra mais de 900 livros pessoais e coletivos, entre os quais Repertório Selvagem – Obra Reunida, pela Biblioteca Nacional, vários Dicionários de Escritores, Guias e Enciclopédias Literários. Convidada, é a única brasileira a constar da antologia Poesia da América Latina (entre apenas 18 poetas e dois Prêmios Nobel: Neruda e Octavio Paz) editada em 1994 na Holanda, das antologias Os Cem Melhores Contos do Século e Os Cem Melhores Poemas do Século, organizadas pelo Professor Ítalo Moriconi para a Ed. Objetiva, 2000.
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» Carlos Nejar
Poeta, romancista e ensaísta, da Academia Brasileira de Letras, um dos nomes de maior projeção dentro e fora do Brasil, aclamado pela crítica. No dizer de Antônio Houaiss: "Essa criação tão intensa, tão passional (da condição humana) busca, com homo sapiens, atingir os ápices da solidariedade humana. O que não é dado, em todos os tempos, senão a poucos - a esses em cuja normalidade há um quantum de loucura e outro tanto de santidade". Traduzido em várias línguas, tem sido estudado nas universidades do Brasil e do exterior.
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