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O hai-kai brasileiro de Olga Savary
Página publicada em: 26/07/2008
Gerardo Mello Mourão*
"Num fio de navalha, entre o diáfano e o espesso", o "conhecimento lírico" de Olga Savary se expressa em seus hai-kais (Prefácio a "Hai-Kais" - 1977/1986)
O hai-kai está para a poesia japonesa como o soneto está para a poesia ocidental: – é um cânon melódico para a expressão poética. Mais do que o soneto, com suas duas quadras e três tercetos, o hai-kai busca uma quintessência da expressão poética no terceto único, no rigor de dezessete sílabas, com o primeiro verso de cinco, o segundo de sete e o terceiro novamente de cinco.
 
A composição perfeita tem seduzido também os poetas do Ocidente. No Brasil, o primeiro exemplo é, desde logo, o do poeta Oldegar Vieira, que já nos anos 30 dava seu admirável Folhas de Chá, com uma preciosa antologia de hai-kais ortodoxamente construídos sobre o metro de cinco-sete-cinco.
 
Nem sempre será ortodoxo, no escandir do metro, o hai-kai que agora nos oferece Olga Savary. Mas o soneto, em todas as nossas literaturas, tem sido trabalhado também fora dos rigores canônicos que nos vêm dos italianos, sobretudo Petrarca, sem que com isso se tolde a lírica beleza de sua forma. É o que ocorre com os hai-kais dessa admirável poeta Olga Savary.
Ela guarda, com mestria maior, aquilo que os haikaistas definem como a virtualidade poética típica do hai-kai: – o conhecimento lírico que nos situa como “num fio de navalha, entre o diáfano e o espesso”.
 
Bashô ou Kikaku, os grandes mestres japoneses do hai-kai poderiam deleitar-se com o contraponto do hai-kai brasileiro de Olga Savary, que guarda a “inuberância” – para usar uma palavra rilkeana – do cânon milenar de dezessete pés métricos. Cada um caindo sobre nós, lapidado como um cristal, mas também vivo como uma gota de orvalho, na brevidade de sua expressão. Como uma gota de poesia.
 
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*Gerardo Mello Mourão é poeta, escritor e crítico

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