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Lançamento do livro K - O escuro da semente

Críticas

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Um resgate precioso
Página publicada em: 15/11/2016
Manoel Hygino dos Santos
Até então inédito no Brasil, o uruguaio Francisco Espínola já vai marcando sua presença entre os brasileiros, antes mesmo do lançamento de seu romance "Sombras sobre a terra", que acontecerá dia 16 de novembro de 2016, em São Paulo, merecendo a atenção e o espaço em vários jornais do Brasil, como no "Hoje em Dia", de Belo Horizonte, onde, no dia 30/09/2016, o escritor e crítico Manoel Hygino dos Santos escreveu a resenha a seguir.
Minha amiga Ana Maria Fourcade Arenillas, que mora na rua Arenal Grande, em Montevidéu, ficará satisfeita e surpresa quando lhe der a notícia de que, em 16 de novembro, na Casa das Rosas, em São Paulo, será lançado um livro de seu patrício Francisco Espínola. Não me lembro de o pai de Ana Maria, poeta de belas qualidades, Enrique Romero, ter-se referido a "Paco" (o apelido), durante as longas conversas no tempo em que vivi na capital uruguaia.
 
Agora, Nicodemos Sena, escritor brasileiro nascido em Santarém do Pará, autor de excelentes qualidades, anuncia a edição de Sombras sobre a terra, de Espínola, que o selo editorial LetraSelvagem, sob o seu comando, decidiu apresentar ao Brasil.
 
O tradutor Erorci Santana, Ronaldo Cagiano, o conceituado escritor e crítico brasileiro, e Leonardo Garet, autor e professor uruguaio, um dos prefaciadores, discorrerão sobre o ficcionista da terra de Artigas.
 
Francisco Espínola nasceu em San José de Mayo, em 1901, em uma família de tradição blanca, conservadora, até que se inclinasse à esquerda, em 1962; sessenta e anos depois, portanto. Professor universitário, crítico literário e teatral, combateu a ditadura do presidente Gabriel Terra e sofreu prisão em Paso Morlán.
 
Sua vida e períodos da história de seu país e de sua gente caminharam juntos. Espínola gostava de falar, e o fazia aos amigos por muitas horas, para enlevo do reduzido grupo. A descrição de sua postura física e de sua maneira de ser diz bem de uma época que não mais existe: vestia-se sempre de escuro, com gravata e colarinho quebrado nas pontas, camisas condizentes com os trajes formais, fortemente engomado, aliás como aparecia nas fotos e nas caricaturas.
No entanto, gostava de anedotas e se aprazia em contar as que sabia. Morreu no momento apropriado, isto é, na madrugada de 27 de julho de 1973, quando a democracia uruguaia sofreu brutal atentado. Segundo um relato, choraram-no em silêncio, enquanto as marchas militares ocupavam a programação das emissoras de radio.
 
Gostaria de dizer que Alberto Zum Felde, principal crítico uruguaio da época, identificava semelhanças entre sua obra e Dostoiévski, o que já constitui um grande elogio. De fato, há algo em Espínola que lembra o autor de obras-primas como Crime e castigo e Gente pobre.
 
O resumo: Na narração, o protagonista é um órfão de pai assassinado e de mãe tuberculosa, que falece após longo sofrimento. No imenso e solitário casarão em que vive, Juan Carlos experimenta solidão psicológica e interior. Enfrenta os perigos do mundo, que se desenvolve à revelia de valores, e o personagem acompanha o rodas da carruagem da existência, sem nada poder fazer para amenizar suas dores e angústias, ou as de seus semelhantes.
 
Com a publicação de Sombras sobre a terra, Nicodemos Sena dá, mais uma vez, o testemunho prático de tornar público autores até aqui desconhecidos ou pouco conhecidos no Brasil ou no exterior. Silvana Tanzi, no semanário “Busqueda”, de Montevidéu, já trouxe um extenso comentário sobre a importância do editor para os autores subestimados pelas maiores editoras. Espínola bem o merece.
 
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* Manoel Hygino dos Santos é escritor e crítico literário, membro da Academia Mineira de Letras, autor de Consideraçõs sobre Hamlet, entre outros livros

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Autor

» João Batista de Andrade

Nasceu na cidade mineira de Ituiutaba, em 1939, e vivenciou complexos momentos da recente história do Brasil, como o período da Ditadura Militar (1964-1985). Premiado e aclamado como cineasta, sempre alimentou entranhada relação com a literatura, que se manifesta em sua filmografia, quer na urdidura dos roteiros, quer na transposição para as telas de obras literárias, como os romances "Doramundo" (Geraldo Ferraz), "Veias e Vinhos" (Miguel Jorge) e "O Tronco" (Bernardo Élis). Enquanto colhe louros como cineasta, vai publicando os seus livros, sete até este momento (o último intitula-se "Confinados: memórias de um tempo sem saídas").

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