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O Tribunal
Página publicada em: 16/05/2015
Álvaro Alves de Faria / Preço: R$20,00 (88 pág.)
R$ 20,00
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Publicado em 1971, "O Tribunal" é a primeira narrativa longa do então jovem poeta Álvaro Alves de Faria, testemunho fidedigno da resistência da cidadania contra o regime militar que se instalara no Brasil em 1964 e a demonstração da surpreendente capacidade humana de superação diante das mais angustiantes situações. Lygia Fagundes Telles escreveu o seguinte: "Em que laboratório físico-químico se processará a operação de separar o corpo do espírito? Esse estilo raro encontrei em O Tribunal (...) Um texto diferente, estranhíssimo, num tom confessional mas sem cair nunca no monótono, no banal. Perplexidade. Busca e fuga num enrodilhado de perguntas sem respostas, as palavras tão palpitantes e sob a pele das palavras, as ideias pulsando como um coração no fundo de cada uma. Prosa poética no seu mais alto sentido, sem concessão alguma. Sem desfalecimento”.
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De maneira visceral, Álvaro Alves de Faria coloca diante do leitor um homem que, embora oprimido e estilhaçado dentro de si mesmo em razão da tortura, olha “profundamente” nos olhos sanguíneos dos torturadores e, “num instante de absurda lucidez”, se lança contra as grades e arrebenta os ferros que se enfiam em seu corpo. Um homem que, mesmo com “o coração arrebentado por uma bala” e olhos que “vão se apagando”, tenta escapar, ainda que as portas esmaguem as perspectivas de saída. E essa luta travada em ritmo de pesadelo, do personagem para manter-se vivo, ainda que noutro plano, assemelha-se à batalha do escritor para superar-se a si mesmo através de uma escritura capaz de revelar as atrocidades perpetradas pelo Estado totalitário sem cair no mero panfleto político.
 
Vale transcrever, a esse respeito, o texto que Geraldo Galvão Ferraz (1941-2013) escreveu para prefácio da 2ª edição de O Tribunal, publicada em 1976:
 
“Você está para ser leitor de Álvaro Alves de Faria e logo verá porque isso será importante para você. Antes de mais nada, conhecerá uma raridade em termos de Brasil — um escritor sério, preocupado com sua obra e com a literatura. A par de sua militância como divulgador de nossa cultura, Álvaro Alves de Faria não faz literatura por diletantismo ou para conseguir um instrumento de alimentação de pequenas vaidades.
 
Você vai ler O Tribunal, um livro que, embora tenha quatro anos, é (feliz e infelizmente) cada vez mais atual. Por que felizmente? É simples: a atualidade deste texto — seria uma imprecisão técnica limitá-lo com o rótulo de romance, novela ou coisa parecida — revela que Álvaro Alves de Faria conseguiu fazer em 1971 uma ficção voltada para o futuro, em que o arquejar frenético de um estilo acompanha a dinâmica das transformações existenciais. E por que infelizmente? É dolorosamente simples: O Tribunal parece ter surgido como um lancinante grito de dor ante os males do mundo e como uma amarga denúncia das diversas opressões que atormentam o homem de hoje.
 
De modo rudemente eficaz, o autor lembra as fraquezas de nossa condição e sugere a existência de uma luz no fundo do túnel profundo. De 1971 para cá nada mudou para melhor nos setores abordados pela sensibilidade de Álvaro Alves de Faria. A morte, a guerra, a falta de liberdade, a marginalização do ser humano parecem permanentes ameaças e surgem nos flashes do texto que iluminam fragmentos de uma superposição de círculos de danação.
 
O Tribunal mostra um personagem que avança pelos meandros de uma selva escura, através de barbáries e miséria, lutando pela consolação desse sentimento positivo — o amor. Mas esse internar-se pelo labirinto é elaborado por um espírito penetrante e talentoso, resultando daí este livro, representativo da melhor literatura que se faz no Brasil. E, mais do que nada, um livro que provoca, perturba e faz pensar. O que pode haver de mais importante numa obra de arte?”
 
Por tudo isso, a reedição de O Tribunal se impôs à LetraSelvagem como inescusável tarefa.
 
(Texto de orelhas)
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» Nicodemos Sena

Pelo estilo vigoroso e a temática inspirada na vida das populações marginalizadas da Amazônia (indígenas e caboclos), já foi comparado a grandes ficcionistas brasileiros, como Graciliano Ramos, João Ubaldo Ribeiro, Mário de Andrade e Érico Veríssimo, e a importantes ficcionistas latino-americanos, como o paraguaio Augusto Roa Bastos e o peruano José María Arguedas. Seu primeiro romance, "A Espera do Nunca Mais - Uma Saga Amazônica" (876 pág), conquistou, em 2000, o Prêmio Lima Barreto/Brasil 500 Anos.

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