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Críticas

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Testamento crítico de Nelly
Página publicada em: 16/08/2013
Seção No Prelo
Obra monumental, de 976 páginas, traz ensaios sobre 81 escritores brasileiros do século XX. (Nota publicada originalmente no jornal “O Globo”, Caderno Prosa & Verso, RJ, 22 de junho de 2013)
Aos 91 anos de idade e 50 dedicados à docência universitária e ao exercício de pensar a literatura, a crítica Nelly Novaes Coelho lançou dia 29 de maio, às 19 horas, na Casa das Rosas, em São Paulo, mais uma obra para entrar nas estantes de referência.

A autora de Dicionário crítico de escritoras brasileiras, Panorama histórico da literatura infantil e juvenil e Literatura infantil – Teoria, análise, didática, entre outros títulos, publica agora Escritores brasileiros do século XX – Um testamento crítico (LetraSelvagem), obra monumental (976 páginas) na qual apresenta pequenos ensaios sobre 81 nomes que, “por sorte ou acaso”, como ela diz, se puseram em seu caminho.

Escritores consagrados (Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, João Ubaldo) dividem espaço com aqueles que Nelly resgata da “insensibilidade crítica” ou desinteresse do mercado (Cornélio Pena, Murilo Rubião, Campos de Carvalho) e outros que ela diz que o público ainda precisa conhecer (Samuel Rawet, Vicente Cecim, José Agrippino de Paula). O lançamento do novo legado intelectual da professora será também uma homenagem a ela, feita pelos escritores Ignácio de Loyola Brandão e Cyro de Mattos (ambos na coletânea) e pelos acadêmicos Fábio Lucas e Benjamin Abdala Jr.

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» Hernâni Donato

Hernâni Donato já foi chamado de "o homem dos sete instrumentos". Isto porque, aos 89 anos de idade, membro da Academia Paulista de Letras, é autor de mais de 70 livros, nos mais variados campos da atividade humana, indo da literatura infanto-juvenil à biografia, da historiografia aos costumes, da pesquisa à divulgação científica. Entre as numerosas traduções que realizou, destaca-se a da "Divina Comédia", de Dante Alighieri, em prosa e para divulgação entre o povo. Mas foi no romance que se deu a perfeita combinação do observador minucioso, na linha do cientista social, com o escritor de estilo claro e elegante. É o autor de "Selva Trágica", "Chão Bruto", "Rio do Tempo", "O Caçador de Esmeraldas" e "Filhos do Destino", sucessos editoriais nas décadas de 1950 e 60. Alguns críticos, como Abdias Lima (“Correio do Ceará”, 2/2/1977, Fortaleza, CE), aproximaram Hernâni Donato de Erskine Caldwell e John Steinbeck, a geração norte-americana da revolta, o Caldwell de "Chão Trágico" e o Steinbeck de "As Vinhas da Ira".

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